-3 Swings = 3 Strikes = Out (Não haviam Bolas);
-Qualquer swing em que houvesse contacto era válido, iniciando assim a corrida para a primeira base, obrigatoriamente tendo de chegar a Home Plate;
-O pitcher, após o lançamento era o árbitro que via qual dos dois jogadores (Corredor ou Catcher) chegava primeiro a Home Plate (O Catcher tinha de chegar com a bola, e o batedor tocando nas bases);
-Homerun era qualquer batimento que fizesse a bola sair da escola, incluindo Foul Balls...
As bases eram feitas por mim, de madeira, com dimensões incertas mas com aspecto razoável e pintadas de branco.
Havia cada vez mais vontade de jogar e ninguem reparava no anoitecer, até a mãe de um "jogador" anunciar as horas (22.30h) depois de um passeio com o cão. Haviam sempre novos planos de jogo e o entusiasmo era cada vez maior. Alugaram-se filmes, e imitámos os movimentos. Mal podia esperar pelas férias da Páscoa, pois era aí que a diversão surgia com uma versão alargada.
Éramos só 3. Vivemos tanta emoção, gargalhada, nervos... e lesões. Sei que não era caso para tanto. Mas alguns dos melhores momentos que passei na vida foram aí.
Passaram uns meses até que me surgiu a ideia de pesquisar "Baseball portugal". Encontrei "White Sharks Almada Beisebol Clube" numa noite de Sábado.. No dia seguinte, Domingo, as 8h acordei o meu pai e disse que tinha de me levar a Corroios. Desiludido por não ouvir sons de batimentos, imediatamente surgiu-me a ideia de que talvez pudesse ser noutro sítio. Passei pela Pista de Atetismo Carla Sacramento, onde vi indivíduos a bater bolas com tacos. Olhei uma segunda vez e percebi que afinal era Hóquei. Desisti.
Voltei ao site do clube e, após alguns instantes, dei o alerta de que estava a falar pela internet com um dos jogadores dos séniores: João Tiago Fonseca. Orientou-me e explicou-me tudo sobre os treinos, com uma simpatia que me deixou com uma ideia bastante positiva sobre os White Sharks.
Passado uma semana, lá fui eu de novo a Corroios. Desta vez foi num Sábado, e fiquei "Whow" ao ver tantos passes perfeitos. Subi ao palco, e fiquei a ver o treino. Reparei num dos treinadores com um olho tapado, que batia bolas que desapareciam no céu. Conslusão de um rapaz que nunca viu.
A partir daí, fui crescendo como jogador. Entrei nos White Sharks e joguei o meu primeiro jogo em junho com o Jersey #3.
Entre o Rodolfo, Pedro e Octavian, apenas 2 tentaram e 1 ficou.
Apesar de ser softball, continuei a lançar contra as paredes. O Baseball entrava em mim cada vez mais e houve um colega que me revelou ter sonhado comigo nas Big Leagues. Passei a conversar com ele sobre Baseball e nas aulas com os computadores viamos BaseballTV na Internet (Passavam jogos antigos).
Enfim... A história continua.
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Agradeço a todos pela maneira como fui recebido, tudo o que fizeram por mim, o que me ensinaram e o que me fizeram viver.
Saber que repararam em mim o suficiente para me nomearem o MVP fez com que num segundo relembrasse todos os 4x365 dias de beisebol que vivi. Foram tantas emoções ao mesmo tempo...
Obrigado por tudo

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